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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Causa justa


Me impressiono com a causa altamente justa e revolúcionária que gerou manifesto em porto alegre na última semana em Porto Alegre. Não sou uma pessoa exatamente a favor de protestos gigantescos pedindo melhorias no salário, mas como é o jeito, não me expresso contra. Já vi protestos pela paz, pela direito de expressão e até mesmo apoiando o uso da maconha (que é consideravelmente semelhante ao assunto base deste post, por sinal), mas o que mais me impressionou foi a capacidade intelectual de um númer
o seletíssimo da população que teve toda a sapiência de criar um manifesto contra a criação do câncer de pele e, ao mesmo tempo, cenouras humanas (neste caso, leia-se "bronzeamento artificial").

Beijão pra minha amiga BrunaSalzano que nos lê e não vai gostar

Imagino como deve ter sido a organização do manifesto, cheio de loiras oxigenadas e pessoas com um raciocínio lógico no mesmo nível discursando a favor de seu cenoureamento, fazendo cartazes do tipo "podemos sustentar os outros às custas de nosso câncer o quanto quisermos" ou "o dinheiro é meu e ninguém tem nada a ver com isso" sendo a segundo opção, diga-se de passagem, a típica frase que esperamos ver em ocasiões como essas.

Não que eu seja contra pessoas que façam uso de tal artifício, até porque acho bastante atraente o bronzeado antes de chegar na coloração laranja, mas acho que todas as pessoas do mundo tem algo mais interessante pra fazer do que serem interrompidas por um protesto de magnitude e dignidade contestável como tal.

Durante muito tempo pensei que as pessoas mais acima na escala de "cheguei ao ridículo por uma causa sem sentido" fossem as fãs defendedoras de crepúsculo, chupadoras de vampiros e que compraram cachorros grandes só pra chamar de Jacob, mas sério, manifestantes, parabéns. Vocês conseguiram o primeiro lugar.

*clap* *clap* *clap*

Quem não gostou, reclame no meu twitter ou chame seu segurança pra descer de seu carrinho blindado e me bater enquanto diz "Bronzeamente é vida, seu filho da puta.". Desculpem por achar a fome mais importante que o bronzeamento. Sei bem que o sol não têm sido tão amarelo quanto antigamente e que o bronzeamento artificial é indispensável nos dias atuais. De verdade, perdoem minha ignorância.

Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim. ;@

sábado, 21 de novembro de 2009

Out of family

Tudo bem que minha vida não tem sido das melhores, quase morri de fome, ninguém me segue no twitter, ninguém me ama )))): e meus textos são sem graça. Em tais circunstâncias pensamos "Pelo menos tenho a família, onde posso ser eu mesmo, me divertir e eles vão me amar pra sempre s2s2s2", certo? Sim, tirando o fato de que vão de amar pra sempre.

Ontem ia eu, bem serelepe até uma metrópole local fazer uma consulta com um ser humano graduado em medicina, especializado em tratamentos de pele ( = dermatologista ) acompanhado de meus pais. O que poderia dar errado? Eles, são família, nada pode estragar um dia desses, até que...

Como muitos sabem, todas as mulheres podem definir sua vida em duas fases, de acordo com a importância que dão pra bexiga. Na primeira parte da vida, têm um péssimo hábito de ir ao banheiro toda vez que tem vontade (sempre), mas ela é uma criança, ninguém dá bola. Depois de um tempo, decide deixar de ser mijona para parecer mais sexy e vira uma pessoa educada. O problema de verdade acontece quando ela decide deixar de ser sexy e deixa-se guiar por sua bexiga de novo. Ela começa a ir no banheiro 14 vezes por hora, o que é algo hilário, na maior parte de tempo, mas não tem nenhum pouquinho de graça quando se está numa viagem, sério.

Escala bitch da vida no momento: level 1

Médicos... Médicos são invariavelmente pessoas sem alma nem coração que já sonharam em ter uma lupa só pra ficar queimando insetos ou qualquer outro animal que pudessem fritar com o sol, mas descobrem que é feio causar sofrimento. Depois de um tempo fazer a maior descoberta de suas vidas: Podem deixar as pessoas durante horas numa sala de espera, causar toneladas de dor nelas, cobrar milhares de Libras por um tratamento de dor e, ainda por cima, vai ser considerado um anjo que salvou vidas. Sério.

Escala bitch da vida no momento: level 4

Já meio puto da vida, vou almoçar. Nada melhor que um almoço em família para ouvir histórias do passado sombrio de seus pais, cheio de vergonhas e cenas embaraçosas. Aquele pequeno burburinho de pessoas conversando alegres e tranquilas em suas mesas de restaurante... Toda a paz da hora da refeição... Por acaso existe algo no mundo que pode estragar isso? Resposta: Usuário Nextel. Sério, pelo amor de deus, morram vocês que usam nextel. Eu até gostava de walkie talkie, mas eu tinha 8 anos e era no meio do nada, ao invés de ser do lado de pessoas que querem comer em paz. Morram.

Escala bitch da vida: max level reached, congratulations, you are crazy now. Enjoy your madness.

Guardei meu ódio inacabável para mais tarde. Sabe como é, queria respeitar a família. Fomos visitar minha tia que estava no hospital, após ter quebrado seu pé e ter que colocar 7 (sete) pinos em seu pisante natural. "Por gentileza, gostaria de saber o quarto da senhora *nome preservado por motivos de segurança*." "Ok, quarto número *número preservado por motivos de segurança*". Me dirijo ao quarto em questão. Vazio. Desço. "O número que a senhora informou estava errado..." "Não, não estava." "Estava sim." "Não." "OLHAKI SUA FILHA DA PUTA EU SUBI LÁ E ERA O QUARTO ERRADO ME DÁ LOGO A MERDA DESSE NÚMERO DESSE QUARTO OU EU TE MATO" "Senhor, o número estava correto."

MANCHETE: RECEPCIONISTA DE HOSPITAL É ENCONTRADA MORTA, AFOGADA NO VASO DO BANHEIRO. POLÍCIA ACREDITA QUE FOI TENTATIVA DE SUICÍDIO.

Ligo para meu tio e sou informado do número correto do quarto.

A cena era perfeita para eu descontar minha raiva. A mulher com o pé engessado, com cara de quem deu para o Tesouro e ainda não se recuperou, faço uma saudação simpática, seguida de "TÊNIS NOVO HEIN, DEIXA QUE E BATIZO AQUI HEHE" e pisei de forma tão prazeirosa e divertida que ela pareceu nem se importar... Realmente, ela pareceu não se importar com o pé quebrado. Levantou da cadeira de rodas, levantou a cadeira de rodas, levantou-me do chão com uma cadeirada certeira no queixo. Meu pai começou a rir, seu cunhado deu um tiro em seu coração e minha mãe, ao ver a tragédia, se jogou da janela.

Agora aqui estou eu, no abrigo, esperando pelo guisado. Essa tarde vou alí pegar o busão pra ver se consigo um emprego num dos supermercados da região, propriedade de uma conhecido.

Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim. ;@